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Saiba escolher o seu instrumento de trabalho


Profissionais de inúmeras áreas muitas vezes dependem de softwares específicos para exercerem suas atividades. Na arquitetura, são eles hoje os instrumentos de trabalho do dia-a-dia cada vez mais sofisticados e que já substituíram há muito os velhos recursos mecânicos, manuais, artesanais, embora muitos das gerações anteriores aos anos 90 ainda "curtam" recorrer aos velhos tempos e sentir com as mãos o que os atuais mouse e teclado impedem. Como muitos colegas arquitetos, acho muito saudável preservar a expressão do traço manual e manter a lapiseira funcionando, mesmo realizando o projeto do início ao fim por vias digitais. É um deleite pra quem gosta, aliás, expressar-se ou refletir por meio do desenho ou da escrita manual, e não tem nenhuma contra-indicação, ao contrário do que muitos cibernéticos pregam. Quem prefere somente ficar do lado digital da vida, também tem seus deleites. E profundos! Cada qual com suas próprias preferências e tendências, livre para escolher seus próprios meios de trabalho.


O ideal seria se pudéssemos aliar as duas coisas: ter liberdade de expressão, usando o mouse. Muitos ainda duvidam, mas a verdade é que isso é perfeitamente possível. Tudo depende de três fatores. O primeiro deles seria qual instrumento - ou melhor, software - escolhemos. Se um músico precisa ter intimidade total com seu instrumento e sentir-se livre para interpretar e expor seu talento, não será diferente com nenhum outro profissional. Cada um deve buscar o seu bom instrumento, que favoreça sua criatividade e portanto seu avanço profissional. Com a mesma intenção que um artista plástico procura, examina, compra e leva para casa com satisfação um novo estojo de tintas e pincéis, por exemplo, também devemos olhar para um software na hora de comprá-lo.


Vamos observar também outros dois fatores centrais, porém lamentavelmente desvalorizados por muitos na aquisição de um software: como aprender a usá-lo e a empatia que temos com ele (ou falta de). Muitos podem pensar que apenas o último seja um fator pessoal, ou pior, que fatores pessoais não são importantes na aquisição de um software, apenas os técnicos. Errado. Que adiantaria adquirir um instrumento altamente eficiente, ou caríssimo, cheio de medalhas e sofisticado - seja ele um piano, um pincel ou um software -, se desconhecermos os seus recursos ou antipatizarmos com ele? Essa falta de intimidade com o instrumento mal escolhido pode ser um sério entrave no processo criativo-produtivo de muita gente talentosa. Analisemos se esses dois aspectos são reais em nossa atividade atual e estaremos dando um passo à favor da evolução de nossa carreira. A conscientização é sempre uma alavanca para novas ações.


Como conhecer melhor o alcance e os recursos de um software para então saber se seus requisitos se ajustam ao nosso perfil? Acima de tudo, não devemos nos seduzir por vendedores sagazes ou nos deixar levar pelos conselheiros de plantão. Podemos, sim, lançar mão sobre boas publicações que tenham informações seguras e precisas, um bom "papo" com profissionais experientes no mercado que estejam próximos ao nosso círculo de relações, freqüentarmos exposições de projetos que sempre apresentam um panorama do que está sendo feito na atualidade, ou qualquer outro tipo de pesquisa investigativa. Porém o que faz a grande diferença é ficar cara-a-cara com o software. Para tanto, podemos recorrer à versões demonstrativas, chamadas versões "Demo", fornecidas gratuitamente para download nos sites de seus distribuidores. Ou então marcar uma hora com um colega usuário, para que se tenha acesso não só à sua visualização, mas principalmente ao seu manuseio. Esta é a forma ideal de se avaliar um software: experimentando-o. Este "ficar à sós" com ele torna-se fundamental para uma avaliação pessoal mais eficaz.


Saiba no próximo artigo como esse processo aconteceu comigo e porque o Vector Works pode ser um excelente instrumento de trabalho.

 
 

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